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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Dia do Índio no Brasil. Comemorar o quê?

Dia do Índio - Comemorar o quê com esta classe política que nos últimos 30 anos só envergonharam a nação dos brancos, dos negros e dos índios, donos desta Terra, que foi saqueada, destruída, contaminada, poluída e vilipendiada por esta 'corja' que Governou o Brasil neste período?

"Um dos principais avanços da nova Constituição foi o reconhecimento do direito dos índios à posse permanente de suas terras. Mas a determinação das terras que lhes pertenciam e o desmembramento das reivindicações concorrentes revelaram-se um negócio complexo e lento, com a demarcação oficial das fronteiras indígenas ainda em curso quase 30 anos depois que a nova Constituição se tornou lei.
Agora esse processo - longe de completo - foi interrompido pela administração Temer e pelo Congresso do Brasil, que são abertamente hostis à ideia de reconhecer mais terras indígenas.
Isso, naturalmente, tem grandes repercussões para os índios cujas reivindicações de terras ainda não foram resolvidas. Significa, por exemplo, que não há praticamente nenhuma chance de terminar o que uma missão do Parlamento Europeu chamou de "o genocídio do povo Guarani Kaiowá".
Conflitos com jagunços das fazendas que ocuparam terras indígenas
Cada vez que esses índios tentam reocupar suas terras tradicionais - o que acontece ao estarem ao lado de estradas federais - eles enfrentam ameaças de milícias privadas empregadas pelo agronegócio. Os Guarani Kaiowá foram torturados e assassinados e sofrem de altas taxas de desnutrição, alcoolismo e suicídio.
Como os movimentos sociais em todo o Brasil, os povos indígenas colocaram grandes esperanças no presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que em 2002 se tornou a primeira pessoa levantada na classe trabalhadora a ser eleita para o mais alto cargo do país.
Mas Lula não estava à altura dessas expectativas. Suas políticas sociais, amplamente elogiadas por lidar com o problema histórico do país de profunda desigualdade social, foram dirigidas principalmente aos pobres que vivem na periferia das grandes cidades. As dificuldades enfrentadas pelas comunidades indígenas e tradicionais nunca foram uma prioridade para Lula.
O líder Gersem Baniwa, do grupo étnico Baniwa no estado do Amazonas, resumiu bem o que muitos índios sentiam na época:
Lulla e Dilma foram os priores parceiros dos índios nas últimas décadas
"Depois de duas décadas de intensa luta pelo movimento indígena brasileiro e uma histórica conquista política pelo Partido dos Trabalhadores e Lula ... seria um prazer poder falar sobre os ganhos históricos ... feitos no campo dos direitos dos povos indígenas .

"Mas, infelizmente, esse não é o sentimento que prevalece entre os povos indígenas. Em vez disso, eles sentem decepção e dúvidas.

"O estado de espírito não é pior porque, graças aos recentes avanços, os povos indígenas já não colocam a sua esperança num partido ou um" salvador do país ", mas na sua própria força e capacidade de resistência, mobilização e luta".
Os dois mandatos presidenciais de Lula viram apenas 81 novos territórios indígenas criados - uma queda significativa em relação aos 118 designados durante os dois mandatos do predecessor, Fernando Henrique Cardoso (FHC), um presidente que os índios não tinham considerado aliado.
Em parte, o mau desempenho de Lula era justificável, já que FHC lidou com as indiscriminadas designações de território indígena, deixando seu sucessor para lidar com os casos mais complexos e problemáticos, que muitas vezes envolviam sérios conflitos.
Manifestações marcam mandatos de políticos antes aliados dos índios
As relações indígenas só pioraram sob a presidência de Dilma Rousseff, que assumiu o cargo em 2011. "Houve uma ruptura real na política indigenista dos governos de Lula e Dilma", disse Márcio Santilli, membro fundador do Instituto Socioambiental (ISA) e ex-presidente Da agência indígena do governo, FUNAI.
Durante o período de Dilma no governo, apenas 26 territórios indígenas foram criados, uma má exibição que teria sido pior se ela não tivesse assinado rapidamente decretos estabelecendo reservas durante os últimos dias de seu governo, quando ela sabia que seu impeachment era iminente.
As políticas indígenas de Dilma foram resultado da "expressão radical de uma estratégia quase desesperada para promover o crescimento econômico a qualquer preço", explicou Santilli.
Povos indígenas no Brasil à mercê de políticas de extermínio
"Além de reduzir drasticamente a taxa de estabelecimento dos territórios indígenas, seu governo manteve em grande parte presidentes temporários à frente da FUNAI e cortou o orçamento da agência.
Dilma também reduziu a taxa de atribuição de títulos de terra aos quilombolas e nas quais foram criadas unidades de conservação e assentamentos de reforma agrária.
Tudo isso mostrou, concluiu Santilli, que seu governo estava relutante em conservar a terra para fins sociais e ambientais e, em vez disso, apoiou o desenvolvimento econômico, em grande parte não-regulado, na Amazônia.
Belo Monte: investigações mostram o Rio de Propinas geradas na obra
O principal veículo de Dilma para desencadear o progresso econômico foi o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), um ambicioso programa governamental, anunciado pela primeira vez por Lula, que depois se expandiu muito durante seu governo. PAC resultou em enormes investimentos em projetos de rodovias, energia e recursos hídricos - tudo isso com o objetivo de aumentar as exportações e promover o crescimento econômico não regulado.
Cleber César Buzatto, diretor executivo do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), importante instituição católica que vem trabalhando com índios brasileiros desde 1972, disse que Dilma subordinava os direitos dos povos indígenas às exigências do PAC:
Brasileiros, como em São Paulo, protestaram em defesa dos índios
"Um bom exemplo disto foi a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará", afirmou.

Os impactos indígenas da hidrelétrica de Belo Monte - um dos maiores do mundo - foram tão graves que em 2015 Thais Santi, promotor do Ministério Público Federal (MPF) independente em Altamira, disse a Mongabay:
"Há um processo de extermínio étnico em curso em Belo Monte pelo qual o governo federal continua com a antiga prática colonial de integrar os índios na sociedade hegemônica".
O MPF está atualmente processando a empresa de construção civil Norte Energia pelo crime de etnocídio contra as comunidades indígenas do Rio Xingu.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

O tamanho do roubo descarado na nação Brasileira

O tamanho do roubo descarado 
na nação Brasileira
Será que os brasileiros tem ideia do que significa, em volume, tamanho, não sei, o valor de R$ 1.000.000,00 (Um milhão de Reais)?

Sim, Um milhão apenas!

Agora, será que algum brasileiro, ou instituição, também não sei, parou algum dia nos últimos anos, ou quem sabe na última semana, para não voltarmos tanto no passado recente, e com uma calculadora na mão, somasse os valores apresentados nos noticiários da televisão, onde muitos milhões do dinheiro público são desviados para bancar os corruptos que se instalaram no poder político deste país?
Alguém já somou o que o político Beltrano ganhou, uma merreca de R$ 10 milhões, com o que o deputado Fulano recebeu de propina, na ordem de R$ 120 milhões, e também o que o Ministro Sicrano ganhou para facilitar as coisas, uma bagatela de R$ 200 milhões, com o que os partidos receberam de Caixa 2 na eleição, com mais a propina dividida entre os que votaram determinada lei que favoreceu alguém no Congresso ou no Senado, e chegar a conclusão/soma de que estamos mesmo vivendo o Fim dos Tempos e ainda não acordamos para a realidade.

Poucos dias atrás, assisti no noticiário que uma instituição hospitalar pública, estava fechando as portas por não terem o valor de 30 milhões para pagar fornecedores, funcionários e insumos normais de um centro de saúde. Isso é menos de 10% do que está hipoteticamente citado ali em cima no texto, se você somar os valores. Mas é muito mais, em alguns casos, são bilhões de reais que foram desviados pela corrupção.
Pois isso está sendo incomodo de assistir e se conformar.
Impossível se conformar com esta realidade que está sendo mostrada diariamente pelos meios de comunicação, onde as pessoas não tem ideia dos montantes que noticiam, que estão sendo desviados de suas verdadeiras necessidades para a população de mais de 200 milhões de pessoas, de brasileiros, de norte a sul que estão sendo roubados de dia e de noite, os 365 dias do ano.

E o problema maior disso tudo, é o próprio silêncio obsequioso que a população está acostumada, inserida numa cultura de aceitação, de cabresteio que lhe imputa uma condição de ser ilegal até mesmo se manifestar, de cobrar seus direitos, de cumprir seus deveres então, ficam longe, e o pior de tudo, de se calar por ser o Povo, que parece, só é Legal quando votam, depois passam à serem Ilegais, e se cobrarem um país mais justo, honesto, probo e diligente com sua população, estarão pregando num deserto repleto de cegos, mudos e surdos.
Não é fácil de continuarmos na mesma condição em que nos encontramos hoje, sendo dilapidado o cofre público, sendo destruída nossas reservas de riquezas naturais, minerais, hídricas, e tudo aquilo que nos mantêm vivos neste país e planeta, inclusive a esperança de que este Brasil tenha algum futuro para os filhos desta nação.

Da forma como está, estamos sem freios capazes de impedir o que está pela frente, o que já foi previsto pelos nossos mestres ecologistas em muitos escritos que poderão no futuro servir para mostrarmos a sociedade do futuro, que não foi por falta de alertas, onde atingimos o ápice de nosso desenvolvimento, e logo após, conhecemos a queda abissal da antiga sociedade consumista, acéfala, ignorante e calada diante do desastre anunciado.

Por Julio Wandam
Ambientalista