sábado, 29 de junho de 2013

Teresa Urban: Pioneira também na luta em defesa do meio ambiente

Teresa Urban: Pioneira também na luta em defesa do meio ambiente
Ao sair da cadeia, em 1973, condenada à revelia a dois anos de prisão pelo regime militar, Teresa Urban notava que as pessoas atravessavam a rua para não encontrá-la. Não conseguia emprego como jornalista, nem registro profissional. Recorreu à Justiça. “Mas riscavam o ‘bons’ e deixavam só ‘antecedentes’”, lembrou numa entrevista. “Entendi que precisava procurar algo que me aproximasse das pessoas. Queria uma causa comum. E imaginei que ter água de boa qualidade para beber e ar para respirar era algo que todos poderiam compartilhar.” Assim nasceu a Teresa Urban ambientalista.
Formada em Jornalismo pela UFPR, foi contratada no fim dos anos 70 pelo jornal semanal A Voz do Paraná, da Arquidiocese de Curitiba. Depois, passou pelos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo, além da revista Veja.
Pioneira no jornalismo ambiental, mapeou os remanescentes da floresta de araucárias no Paraná e desenvolveu projetos com ONGs como SPVS, SOS Mata Atlântica e Mater Natura. Ajudou a criar a Rede Verde de Informações Ambientais e atuou no Con­­selho Nacional do Meio Am­­biente (Conam).
O primeiro de seus 20 livros, Boias-frias — Vista Parcial, foi lançado em 1984. Sua única obra de ficção, Dez Fitas e um Tornado, um suspense, foi lançado no mês passado.
O presidente da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), Marcos Cordiolli, lembra que Teresa vinha contribuindo com a Fundação na definição das políticas de Patrimônio Material e Imaterial.
“Foi uma humanista, que lutou para melhorar o Brasil”, disse, em nota, o Fórum Paranaense de Resgate da Verdade, Memória e Justiça. “Anos depois, seria precursora da luta ambiental no Brasil, defendendo a preservação do meio ambiente, sem perder o foco nas pessoas mais carentes e desprotegidas pelo Estado. Jamais abandonou a luta política. Percebeu, quando seus netos cresceram, que precisava contar a história dos que lutaram pela democracia no Brasil. Por isso, lançou o livro 1968 Ditadura Abaixo. Dizia que o livro era necessário para contar às gerações mais novas mais sobre este período.”
Fonte: Facebook

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