sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Mesmo se parássemos hoje, manchas de lixo sobreviveriam séculos nos mares

Mesmo se parássemos hoje, manchas de lixo sobreviveriam séculos nos mares
Centenas de anos seriam necessários para que o meio ambiente pudesse decompor todo o lixo jogado nos oceanos até os dias atuais, mesmo que parássemos de despejar resíduos nos mares hoje. A conclusão é de um grupo de pesquisadores do Australian Research Council Centre of Excellence for Climate System Science, que ainda constataram que não importa em qual parte do globo o lixo é jogado, ele pode durar séculos em qualquer um dos cinco oceanos.
Prova da indestrutibilidade dos resíduos, principalmente dos plásticos, é a Grande Mancha de Lixo do Pacífico, uma vasta coleção de detritos flutuantes a cerca de 1.000 quilômetros da costa da Califórnia. Na verdade, existem ao menos cinco manchas de lixo nos mares, uma para cada oceano – Atlântico, Pacífico, Índico, Ártico e Antártico.
“Cada um contém tanto plástico que se você fosse arrastar uma rede nessas áreas, arrastaria mais plástico do que a biomassa,” afirmou o autor do estudo, o pesquisador Erik Van Sebille.
Como se isso não fosse preocupante o suficiente, a nova pesquisa mostra que turbilhões gigantes oceânicas, algumas com até 50 km de diâmetro, ajudam o deslocamento dos plásticos entre as manchas de lixo entre os mares.
Como os oceanos estão em constante troca de resíduos, a limpeza de todo o plástico seria quase impossível, mesmo que cessasse a introdução de novos itens. “O lixo de qualquer país pode acabar em qualquer uma dessas manchas de lixo. Isso nos diz que nenhum país é responsável. É um problema internacional que requer uma solução internacional”, disse o pesquisador.
Os cientistas também concluíram que uma nova mancha de lixo pode já estar se formando, em uma área anteriormente livre de contaminação humana. “Nossa pesquisa sugere que uma sexta mancha, menor, pode está se formando dentro do Círculo Polar Ártico, no Mar de Barents, apesar de não esperarmos que isso aconteça nos próximos 50 anos”, frisou Van Sebille.
Fonte: EcoD

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