quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Patrimônio arquitetônico da Capital salvo da destruição

Foto: Bernardo Jardim Ribeiro - Sul21
Patrimônio arquitetônico da Capital salvo da destruição 
A capital do estado do Rio Grande do Sul, possui em seus mais de 200 anos de existência, um patrimônio arquitetônico e cultural, sendo ameaçado pela especulação imobiliária e pela constante mudança nos planos de desenvolvimento urbano, com muitos locais nobres sendo ocupados por empreendimentos modernos.
O ativista socioambiental, Eduino de Mattos, tem atuado juntamente com mais pessoas, no processo de resgate da história destes prédios com mais de 100 anos e conseguiu em suas incursões e visitas a autoridades, sensibilizar as pessoas sobre o patrimônio à ser salvo da destruição.
O Movimento pelo tombamento e restauração do prédio "Atacado do Nestor" é um destes exemplos, quando segundo ele "Um lindo prédio foi salvo!". Eduino conta que há 19 Anos, fundou e coordenou este movimento, "que teve uma repercussão imediata, com apoio da Prefeitura Municipal, da UFRGS, das lideranças da cidade, da Secretaria Municipal de Cultura, de Artistas Plásticos, Acadêmicos, Políticos...", diz ele, referindo-se a ação que em 2012 surte os efeitos desejados pela conservação e reparos nos prédios.
Obra de Theo Wienderphan - Ed. Ely
Segundo ele, quando passava pela Av. Voluntários da Pátria, em Porto Alegre, observava a beleza arquitetônica do prédio do "Atacado do Nestor", que já estava quase em ruínas, várias sacadas podres, desabando, "então comentava com as pessoas, por que o prédio estava naquela situação, por que o proprietário não toma providências?", questionava.
Como ativista, resolveu agir e partir para uma ação concreta e acabou fundando o movimento pelo resgate daquele monumento da arquitetura clássica e descobriu que o Arquiteto Theo Wiendersphan foi quem projetou o prédio, sendo este arquiteto o mesmo que projetou o prédio onde está hoje localizada a Loja Tumelero, e segundo Eduino "é aquele prédio lindo sufocado pelo Viaduto da Conceição". A história deste movimento pelo resgate e salvaguarda do patrimônio arquitetônico na capital consta de um livro da Editora da UFRGS.
Fonte: REDE Os Verdes/via Facebook

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