sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A marcha sob outros ângulos

 A marcha sob outros ângulos
A cidade onde o Fórum Social Mundial foi realizado pela primeira vez recebe um evento um pouco diferente daquele que moveu chefes de Estado e políticos dez anos atrás
Por Silvia Franz Marcuzzo
A marcha do Fórum Social Temático – Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental sofreu com as condições climáticas em vários aspectos.
Sob um calor escaldante, a manifestação foi puxada por ambientalistas preocupados com o agravamento do aquecimento global, seguidos pela turma da Fundação SOS Mata Atlântica que trouxe um ônibus de voluntários de São Paulo para chamar a atenção do que representa as mudanças na legislação ambiental.
Em menos de 40 minutos do primeiro pingo, o sol irradiava gerando do lado oposto ao anfiteatro Por do Sol, a beira do Guaíba, um arco íris. 
A cidade onde o Fórum Social Mundial foi realizado pela primeira vez recebe um evento um pouco diferente daquele que moveu chefes de Estado e políticos de “modernos”, de esquerda, centro esquerda, dez anos atrás.
Nessa edição, o Fórum trata de assuntos que nem ocupavam a programação da edição pioneira: a sustentabilidade, a situação da Mãe Terra e o que o Capitalismo tem a ver com isso. 
No início deste século, houve gente da organização do Fórum que precisou ser convencida da importância da inclusão dessas questões. Afinal, Agenda 21, Convenção da Biodiversidade, preceitos estabelecidos na Rio 92 etc eram (e infelizmente, ainda é, para muitos) encarados como pautas menos urgentes. 
Cabe lembrar que o tripé da sustentabilidade foi defendido em uma programação paralela durante a segunda edição do Fórum. Na época, o evento “Um mundo sustentável é possível: Desafios da Sustentabilidade Planetária”- Fórum Preparatório Rio + 10 foi realizado nos dias que precederam à intensa agenda do Fórum para abordar a importância do encontro que foi realizado em Johanesburgo, Africa do Sul, em 2002. 
O primeiro parágrafo do manifesto do evento, que foi impresso e distribuído em quatro línguas português, inglês, francês e espanhol dizia: “Nós, representantes de 40 países reunidos no Fórum Preparatório da Rio+10, manifestamos a todos os participantes a importância de incorporar a questão da sustentabilidade ambiental nas discussões deste II Fórum Social Mundial. O mundo que exclui é o mesmo que destrói a base da Vida e da Natureza.” 
Naquele tempo o governo do Estado do Rio Grande do Sul, tinha recém criado sua Secretaria de Meio Ambiente. A questão ambiental era considerada estratégica pela gestão de Olívio Dutra, onde Dilma ocupava o cargo de Secretária de Minas e Energia.
Lula e Marina Silva eram ovacionados e muitos petistas e simpatizantes exibiam com orgulho a bandeira vermelha com estrela amarela (no RS, a estrela não é branca como em outros estados) pelas ruas de Porto Alegre. 
Imagens: Assessoria Jornalismo FST2012
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