terça-feira, 19 de abril de 2011

19 de abril - O que comemorar, em mais um dia do índio?

 
 Caros Irmãos, parentes e amigos... em Memória e Respeito
Dia do Índio... 
Sinceramente, estamos cansados de "comemorações" em dias. Não há o que se dizer e sim o que se buscar fazer, sem desculpas, sem estratégias de 'faz-de-conta' ou jogos de poder! 
Vaidades e políticas que de nada adiantam, porquê partem de premissas apenas de um âmbito e nada coletivas.
Leis? Que leis? Onde estamos indo com relação a conexão com a Mãe Terra? 
Estamos vendo e revivendo passados tortuosos dia após dia. Mostruosas tragédias, mas parece que a humanidade se acostumou a "não ver".
Cegueira pior é realmente não querer "enxergar" de onde viemos, quem somos?
O que se faz a terra e aos filhos desta Terra? Por outro lado, estamos vivos e bem vivos! 
Em pé! E em memória a tantos irmãos e irmãs que se foram e outros tantos desaparecidos, aqui e no mundo, índios e não índios, elevamos nosso respeito profundo e eterno.
A todas as etnias, aos "Sepé Tiarajú" (muitos que vivem em nossos espíritos) e se eternizam em cada guerreiro, como Lautaros Lonkons, como Marçal Tupã, Cacique Veron... são tantos, não? 
As perdas de agora e as que não se vê, Joana Calfunao (Mapuche), Patrícia Troncoso, guerreiros e guerreiras Pataxó, Mapuche, Guaraní, tantos que suportam torturas diárias, perseguição, cárcere e tantos nas ruas abandonados e que ficam sem silêncio sem dizer nada!
E ninguém sabe! Muitos em "Greve de Fome" na América Latina e outros, tantos no Brasil e no Mundo. Morrem direta e indiretamente por violância nos mais diferentes tipos de violências e violações!
Nos perguntamos sempre: "Os que estão vivos" e que tem poder e decisão e caminhos para mudanças que são urgentes; o que fazem? O que faz a sociedade frente a tudo que "vê" e ao que não quer ver?
Cremos que devemos pensar profundamente um modo coletivo de promover solução no dia após dia, por que silenciar é impossível e no dia do índio, o indígena mais que nunca será esquecido e deverá "ser" respeitado! Assim como todos os indígenas e não indígenas! 
Por Liana Utinguassú
Tata'endy
Iporã Eté Aguyjevete

Fonte: REDE Os Verdes/Yvy Kuraxó

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