terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Em cidade de cavalos, quem tem ‘duas orelhas grandes, dois olhos e um narigão’ é,... Burro!


 Em cidade de cavalos, quem tem ‘duas orelhas grandes, dois olhos e um narigão’ é,... Burro!
E assim caminha o povo, os horses, muares e assemelhados na cidade, uns acreditando em suas mentiras, muito convincentes e outros aplaudindo as obras que não existem, muito convenientes. 
Desta forma, se vangloriando dos feitos que ainda serão de fato, um dia, alguma coisa, vemos no decorrer de anos a fio, que nada toma um ‘rumo certo’, nada ‘muda já’ da forma que esperávamos e assim, como não existe notícia que preste a imprensa acaba nada publicando ou só o que querem seja publicado vai para o papel. 
Com isso, se colecionam obras, fábricas, ginásios, prédios e outros empreendimentos no decorrer de duas décadas, sem que de fato elas existam e estejam sendo utilizadas pela população, e até pelos horses. O papel aceita tudo, até o que não é verdade. 
Mas tá lá, na avenida principal o que disseram seria uma ciclovia um dia, até placa teve, e hoje o mato toma conta da “ciclovia”, o que alguns até batizaram de “cavalovia”, visto a quantidade de mato que viceja no local.
Se fossemos levar em conta que este tipo de mato está tomando conta da cidade, em diversas ruas do arrabalde, poderia até acreditar que Horse City é uma Cidade Ecológica, pela conservação das vegetações por meses, com matos nas calçadas, nas ruas centrais e das periferias da cidade. Não derrubam nada! Medo de multa ambiental? De eco-chatos fotografarem eles aparando o mato nas ruas? O que poderá ser? 
Este tipo de situação é lugar comum nos últimos anos em Horse City, visto a total falta de senso e penso capaz de associar “turismo” com “urbanismo” em condições de atrair os olhos do visitante pela limpeza das ruas, pelas calçadas limpas, pela pintura do meio fio, pela limpeza dos valos nas ruas do arrabalde, pelo tratamento do esgoto para o turista não se banhar em locais suspeitos de que ali habitem o Coli, o Forme e o Fecal.
Isso mesmo, estes três malfeitores que teimam em cruzar os esgotos da cidade e serem lançados nas sangas, depois de serem expulsos do vaso sanitário mais próximo e despejados “na beira da praia”, acabam ali descobrindo suas futuras vítimas. Teve verão que houve surto de doenças e demitiram o médico que atestou isso; mas tratar o esgoto, nada!!
O culpado sempre é quem denuncia o problema e não o objeto da denúncia é o problema à ser resolvido. Desta forma, no estilo “Coroné” tudo pode e tudo será da forma como eles querem e não da forma que está na lei. ‘ - Que lei? ’, eles devem se perguntar. 
Na forma de dominação imposta à muitos asseclas, que pela “Servidão Voluntária” acabam baixando a cabeça para mandos e desmandos, observo que a manutenção do padrão “Fazendão e O Coroné” é vigente nesta cidade de Horse, quando sabemos que o “cetro” tá na mão do eleito para governar o povo, os horse e os muares e assemelhados, mas o tesouro real e as decisões políticas do reino está na mão de outros, as eminências pardas que dominam ‘faz tempo’ os destinos daqui. 
Por fim, penso, ainda consigo, que a mudança e o rumo certo nesta cidade somente ocorrerá e poderá contemplar aqueles que necessitam da ‘coisa pública’ e ainda acreditam na ‘panacéia’ que se tornou as promessas eleitorais, quando os eleitores começarem a entender o que está por detrás do interesse em chegar ao ‘pudê’ e depois nada cumprir para justificar o salário pago pelo contribuinte (o cidadão), patrão daqueles que a cada quatro anos se refestelam com os soldos e benesses que são oferecidos como compensação pelos trabalhosos quatro meses de campanha árdua de ‘falar e prometer’, o que em Nova Bréscia faria sucesso tremendo naquele festival que ocorre por lá.
Assim, na cidade que almeja ter em sua estrutura turística uma cidade de cavalos, podemos dizer que esta espécie eqüina não tem privilégio algum nesta cidade, sofrendo demasiadamente no dia-a-dia puxando carroças de terra, areia, entulhos, lixos e ainda por cima, alguns maltratados pelos donos.
Me pergunto, será que os ‘primos’ bípedes dos cavalos tem alguma relação com isso tudo?

Ainda vamos descobrir uma resposta. 
Júlio Wandam
Ambientalista

Um comentário:

Dilmar Gomes disse...

Meu amigo, tu relatas situações bem tristes, as quais na minha imaginação, aconteciam somente nas metrópoles. Sai de Tapes há quarenta anos e trazia na memória a imagem de uma cidade que não existe mais. Na tua opinião sincera, o homem deixará algum dia de agir da forma que está agindo, e quando de posse do poder, esquecerá das maracutaias, das falcatruas, da sede de glória e outros tantos vícios podres e trabalhará em prol do bem comum?
Um grande abraço.