domingo, 26 de dezembro de 2010

A China está virando um lixão

 
A China está virando um lixão 
Com uma população estimada em 1,3 bilhões de pessoas, a República Popular da China está com um grande problema nas mão. 
As 668 cidades do país geram aproximadamente um terço do lixo do mundo inteiro, estimando-se a quantidade de 150 milhões de toneladas. 
Atualmente uma quantidade próxima de 7 bilhões de toneladas de lixo permanece não tratada na China. 
A capital Beijing gera 4.95 milhões de toneladas de lixo anualmente. Shangai produz por volta de 6 milhões, representando cerca de 5% do total de lixo produzido, embora detenha somente 0,06% da área territorial do país. 
A taxa de produção de lixo aumenta atualmente cerca de 10% ao ano nestas cidades. 
A falta de uso de tecnologias para o tratamento do lixo piora a situação, quando combinada à produção massiva. 
Cerca de 70% do lixo na China é despejado em aterros ou a céu aberto, 20% queimado ou fermentado como composto e apenas 10% reciclado. 
Existem pouquíssimas usinas geradoras de energia que aproveitam o lixo. 
Toda essa poluição gera consequências não só para a população do país mas também para o mundo. 
Infelizmente, parece que nós aqui no Brasil  estamos esperando chegar nesse ponto para cobrar soluções efetivas no gerenciamento do lixo dos nossos governantes. 
Alguém viu essa questão ser abordada nos recentes debates para a Presidência da República? 
Fonte: PipocaBits
Nota de Os Verdes:
Dia 23 de dezembro deste ano, o Presidente Lula sancionou a Lei que trata dos resíduos sólidos no Brasil.
A Política Nacional dos Resíduos Sólidos tem como base e premissa de ação principal a erradicação dos lixões no Brasil e o incentivo aos processos de reciclagem e aproveitamentos dos lixos.
De nada adiantará grande luta realizada duas décadas para aprovação desta lei, se a população não fizer a sua parte. Consumir menos embalagens, separar os resíduos, destinar adequadamente os materiais recicláveis, cobrar políticas de coleta seletiva e incentivo as usinas de triagem. Quem sabe assim, esta lei não seja "letra morta" em breve, como tantas outras neste país.

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