quinta-feira, 11 de março de 2010

O silêncio sinistro: estamos sozinhos no universo?

O silêncio sinistro: estamos sozinhos no universo?
Cinqüenta anos atrás, um jovem astrônomo chamado Frank Drake apontou um telescópio de rádio de estrelas próximas, na esperança de pegar um sinal de uma civilização alienígena. Assim começou um dos mais audaciosos projetos científicos na história: a Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI). Mas, depois de meio século de exploração do céu, os astrônomos têm pouco a relatar somente um silêncio assustador, e isso porque muitos cientistas estão convencidos de que o universo é cheio de vida.
O problema pode ser que nós estivemos procurando no lugar errado, na hora errada, e no caminho errado.
Não há dúvida de que é preciso ser muito mais expansivo em nossos esforços, ao questionar as ideias existentes do que uma forma de inteligência alienígena poderia ter, como ele pode tentar se comunicar conosco, e como devemos reagir se um dia nós fizermos contato. Professor Paul Davies é um britânico nascido físico teórico, cosmólogo, astrobiólogo e autor best-selling. Ele é diretor do Centro para além Conceitos Fundamentais em Ciência e Co-diretor da Iniciativa de Cosmologia, na Arizona State University. A sua investigação centra-se sobre as questões "grandes" da existência, desde a origem do universo à origem da vida e da natureza do tempo. Já o astrônomo e presidente da Royal Society, Martin Rees, afirmou que a ciência fez um progresso enorme na busca de planetas agrupados ao redor de outras estrelas - uma disciplina que, lembrou ele, não existia nos anos 90.
"Agora sabemos que a maioria das estrelas, como o Sol, provavelmente têm sistemas planetários, e temos todos os motivos para acreditar que muitos desses sistemas contêm planetas muito parecidos com a Terra", disse ele. Rees, no entanto, não é otimista quanto à chance de a humanidade entrar em contato com inteligências de outros planetas.
"Pode existir vida avançada de um tipo que não somos capazes de conceber, um tipo que não se revela por meio de radiação eletromagnética - um tipo simplesmente que não está se comunicando", pondera.

Fontes: Estado de São Paulo e The Royal Society
Em Rede: ECO4YOU

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