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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Lixo na rua, lixo na mente, artigo de Washington Novaes

Lixo na rua, lixo na mente
Em artigo de Washington Novaes
Desde o último domingo a cidade de São Paulo está mandando para aterros em outros municípios as 13 mil toneladas diárias de lixo domiciliar e comercial que produz, pois se esgotou a capacidade de seu último aterro em funcionamento e ainda não está licenciada a área adicional de 435 mil metros quadrados para onde se pretende expandir o São João (Estado, 2/10).
Mais de uma vez já foram mencionados neste espaço maus exemplos que o autor destas linhas documentou em Nova York (EUA) e Toronto (Canadá). Na primeira, deixou-se esgotar o aterro para onde iam 12 mil toneladas diárias de resíduos. E a solução foi transportá-las diariamente em caminhões para mais de 500 quilômetros de distância, no Estado da Virginia, e depositá-las num aterro privado, ao custo de US$ 720 mil por dia (US$ 30 por tonelada para o transporte, outro tanto para pagar o aterro).
Em Toronto também se esgotou o aterro para onde iam 3 mil toneladas diárias. E se teve de implantar um comboio ferroviário para levá-las a 800 quilômetros de distância. São apenas dois de muitos exemplos. No Brasil mesmo, Belo Horizonte já está mandando lixo para dezenas de quilômetros de distância. O Rio de Janeiro tem de exportá-lo para a Baixada Fluminense. Curitiba esgotou o seu aterro, como muitas outras capitais.
Mas há boas notícias também. Uma delas foi anunciada pelo próprio ministro do Meio Ambiente: vai criar um programa de remuneração para os catadores de lixo no Brasil, que já são cerca de 1 milhão. É graças aos catadores que não temos uma situação ainda mais grave no País, já que são eles que encaminham para a reciclagem em empresas (em usinas públicas a porcentagem é insignificante) cerca de um terço do papel e papelão descartado, uns 20% do vidro, talvez outro tanto de plásticos e a quase totalidade das latas de bebidas.
Saiba mais > http://www.ecodebate.com.br/2009/10/10/lixo-na-rua-lixo-na-mente-artigo-de-washington-novaes/

2 comentários:

Read disse...

O Deputado Estadual Fernando Capez no dia 9 de setembro último enviou a ALESP o projeto de lei PL 777/2009 que obriga os fornecedores à logística reversa de embalagens vazias em todo o Estado de São Paulo.
Na minha opinião já seria a metade do caminho a andar faltando em seguida obrigar a logística reversa de bens duráveis inservíveis e de limitar as prefeituras apenas à coleta do biodegradáveis a serem recompostados. Simples assim. Estou convencido de que é a única maneira de se resolver esse grave problema. Aterros sanitários são coisa do século passado, em que pese as tratativas em andamento da SABESP para construir aterros sanitários com validade até 2040. Uma solução anacrônica. Tudo indica que o que emperra a implantação da logística reversa em todos os níveis por todo o território nacional são os interesses obscuros da indústria e da política em geral. É uma questão moral.

REDE Os Verdes de Tapes/RS disse...

O que emprerra realmente são os interesses obscuros dos políticos e industriais, comerciantes, etcteras. A explosão de mográfica segue na mesma proporção, quanto mais almas, mais industrias produzindo bens de consumo. Assim caminha a humanidade. Abraços!