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sábado, 28 de fevereiro de 2009

Audiência Pública: "ex-ecologistas meia boca" fazem "claque" para Prefeitura

A audiência pública para apresentação do Projeto do Aterro Sanitário Intermunicipal com intenções de ser instalado em Tapes/RS acabou em “marmelada”.

Para “palhaçada” e “circo” faltou pouco, até mesmo porque o “grupo circense” era reduzido aos “CCs” do governo e alguns “ex-Ecologistas meia boca” que foram aplaudir a intenção de trazer lixos de outras cidades para a nossa cidade a beira da lagoa.

Não resolveram o problema local, continuando a enviar os lixos sem licença ambiental de parte da FEPAM para o lixão da Camélia e agora querem trazer mais lixos de sete cidades, podendo chegar a onze as comunidades que enviarão os resíduos sólidos urbanos para o Aterro Sanitário, possível “futuro” Lixão do Capão Alto.

A presença da comunidade também era reduzida, limitando-se aqueles que ainda possuem “coragem” e “saco de filó cor-de-rosa” para aceitar as demagogias na Tribuna da Casa do Povo, ditas por quem “acredita” estar solucionando os problemas dos outros, esquecendo de resolver “um” problema crônico que esta administração herdou: o mundialmente conhecido “Lixão da Camélia”.

Acharam que ganhar a eleição seria só festa? Pois não foi em 2004 e não será neste novo “mandato” que alegam, a população lhes deu. O que se vê nisto tudo é uma “falta” de respeito com a inteligência alheia. Ou eles acham que “todo mundo” é povo de “Asno City”, cidade irmã de “Horse City”?

Quando alegam que estão “tratando do lixo” da cidade, deveriam reparar no Lixão da ETE, a céu aberto, em zona urbana, com crianças e tudo fazendo catação no local. Com pés descalços, procuravam tijolos em meio a um amontoado de materiais de construção, tábuas com pregos nas pontas, vidros, e lixos diversos, como pneus e sofás, além dos lixos de poda que são jogados a anos nesta avenida da cidade, no Balneário Rebello, em frente a ETE e já conhecida da FEPAM e do Ministério Público, e após diversas denúncias feitas, ainda está funcionando atraindo além dos vetores, as crianças que buscam materiais para uso em alguma obra em beira de sanga, em área de preservação, outro “câncer” da cidade e que as “otoridades” dizem estar resolvendo. Onde?

Fica uma lição desta audiência, quando se viu foi o atropelo das leis, inclusive pelo órgão ambiental do Estado que não ficou até o final da Audiência Pública, alegando que o “órgão fora convocado” para uma audiência sobre uma proposta de “localização”, e como não haveria IEA/RIMA sendo apresentado à apreciação do “órgão”, e sim a aprovação de uma “área para o empreendimento”, acharam por bem sair ‘por existirem outros compromissos’ assumidos.

Parece surreal? Sim, foi isso mesmo, pois o órgão ambiental do Estado, que aprecia o processo n° 6554-05.67/08.0, em que está bem claro “do que se tratava o assunto”, evadiu-se do local antes de seu término, o que irá invalidar qualquer documento que seja emitido para dar continuidade ao processo de “Instalação do Empreendimento” no Capão Alto.

O que também possibilitou uma lição ao “escriba que vos apresenta a presente missiva” é que chegou-se aos limites possíveis, quando durante 11 anos se luta pelo fechamento da Camélia e “ganha-se” todos os enfrentamentos, “prova-se” com documentos dos órgãos ambientais e do MP que atestam a necessidade de fechamento e recuperação do local, e o descumprimento da lei posta, até mesmo pelos que têm o dever de zelar por estes papéis com tinta impressas chamada “Legislações”, que acabam sendo desconsideradas.

Muitos dos “ex-Ecologistas meia boca” e a “Claque” do SIM, composta por “interpretadores da lei”, que o fazem com a Graça de Sua Alteza que “ressurge” para defender não sabe nem o quê, ficam em êxtase e ovacionam as interpretações “difusas” daquelas que privilegiam a Economia e não mais a Ecologia nas leis constitucionais.

Antes, em épocas douradas, fosse do “Home do Relho” tal idéia de “Re$olver” os problemas de lixos das outras cidades, seria o Hamas, o Fatah, o Bové, o Hugo “Chave” e outros “companheiros” convidados à vir a Tapes para se manifestar... “contra” é lógico! “Badernas” boas faziam “os meia boca” em tempos áureos. Arambaré e o companheiro do lado de lá agradecem até hoje os “turistas” enviados por Tapes nos últimos anos.

E pior, é saber que temos de aceitar inúmeras outras “patuscadas” destes que se intitulam ‘o lado bom’ da Força e que os “outros”, “os que perderam” eram “piores” do que eles. Pesando bem na balança, a única coisa que me lamenta foi o dia de “Circo e de Picadeiro” chamada “Audiência Pública”, quando perdi de participar do Fórum Social Mundial 2009 no outro lado do país, em Belém do Pará, onde poderia até mesmo topar com o José Bové e perguntar-lhe se ainda está fazendo atentados em lavouras de transgênicos, pois aqui em Tapes se propaga (algumas espécies) “Parecidas com Transgênicos” e que tentam atestar como “ecológicas” suas genéticas.

Julio Wandam
Ambientalista

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